É comum escutarmos por aí que o apetite sexual masculino é maior que o feminino, que o homem tem mais necessidade de sexo que a mulher, ou ainda que eles necessitam se relacionar com diversas parceiras, coisa que a mulher não sente necessidade. Será isso uma prerrogativa biológica, imposição sócio-cultural ou apenas um mito?
O homem é incentivado a se relacionar sexualmente logo que atinge a puberdade, aliás, incentivo não é bem a palavra correta, melhor seria dizer pressionado. Sua disposição e desempenho sexual são vistos como prova de sua masculinidade. Essa cobrança se perpetua ao longo de toda a sua existência e as conseqüências atingem não apenas a eles mesmos, mas principalmente às mulheres, crianças e adolescentes.
As marcas dessa cultura são facilmente constatadas quando percebemos um mercado em assustadora expansão de sexo pago, com a proliferação de inúmeras “casas de massagem” pela nossa cidade para atender as “necessidades” sexuais de milhares de homens. Sem contar os casos de estupro e violência sexual contra crianças e adolescentes, onde os agressores muitas vezes são parentes próximos ou do ciclo de convívio e confiança das vítimas.
Até onde vai esse apetite sexual? Quanto vale um corpo feminino? Será o desejo maior que a dignidade humana, capaz de justificar qualquer abuso? O que a sociedade diz de um homem que freqüenta uma "casa de massagem”? Por outro lado, o que a sociedade diz de uma mulher prostituta? E por que não existem casas de massagem direcionadas ao público feminino? Questionar é refletir. Refletir é o primeiro passo para romper com a ignorância e alienação.

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