2007 - O pastor M.J.L.S., de 46 anos, enquanto aguardava um amigo num prédio na Rua Barão de Ipanema, em Copacabana, foi insultado pela síndica: “Mande esse negro tirar a mão do corrimão, pois já mandei limpar isso tudo hoje. Depois lave com desinfetante e desinfete mais ainda com álcool”.
2008 - O jogador de futebol C.A.G.J., de 24 anos, ao deixar o campo por ser substituído por outro jogador, numa partida entre Botafogo e Curitiba, foi xingado de "macaco" por um torcedor, que ainda lhe arremessou uma garrafa d'água.
2009 - O técnico em eletrônica J.A .S., de 39 anos, estava no estacionamento do Carrefour de Osasco, na Grande São Paulo, dentro do seu carro, um EcoSport, cuidando de sua filha de 2 anos, enquanto sua esposa fazia compra no supermercado. Então soou o alarme de uma moto que estava perto. J.A.S. saiu do carro para ver o que estava ocorrendo, quando foi cercado por cinco seguranças do supermercado que o espancaram por achar que ele estava tentando roubar a moto e o seu próprio carro. Na delegacia, a vítima declarou: Eles riram quando eu disse que o EcoSport era meu e disseram: ‘A sua cara não nega, negão’. Falaram que eu devia ter pelo menos três passagens pela polícia.”
2010 - A.I., de 28 anos, registrou um boletim de ocorrência informando que foi vítima de preconceito racial por parte de sua ex-chefe, Cristiane Sanches Loureunço Paim, de 39 anos. Segundo o boletim de ocorrência, a vítima afirmou que depois de uma audiência no Fórum Trabalhista, em que as duas participaram, a ex-chefe a atacou com ofensas como “negra safada, isso fica de esmola para você, sua pobre”.
Noticiados amplamente, há ainda milhares de outros exemplo como esses dentro e fora da mídia. Resolvi retratá-los para fazer calar aqueles que ainda tem a ousadia de propagar absusdos tais como: “no Brasil não existe preconceito racial”, ou mesmo que “os negros é que têm preconceito contra eles mesmos.” A negação da existência do preconceito é o principal sintoma da existência dele. É preciso admitir o erro para tornar possivel a verdadeira transformação pessoal e social. Recomendo dois filmes excelentes chamados Amistad, que apresenta fato ocorrido em 1839 nos Estados Unidos e Tempo de Matar, que retrata um período mais atual. Ambos oferecem inúmeros elementos para uma profunda reflexão.

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