Há quem diga que escutar o próximo sem contestar é falta de personalidade. Há quem diga que calar no momento em que os ânimos estão alvoroçados é covardia. Há quem diga que perdoar uma grande ofensa é tolice. Há ainda quem diga que acreditar nas palavras de um desconhecido é ingenuidade. Mas eu, particularmente, digo que isso é tolerância.
Ser tolerante é escutar e compreender o lado do outro. Não necessariamente concordar, mas entender que existem opiniões divergentes e nem por isso significa que uma é inferior ou superior à outra.
Ser tolerante é valorizar a alegria dos outros ao traduzirem suas experiências. É ser gentil quando recebemos grosserias porque o outro esta de mal humor ou não esta num bom dia. É ser justo mesmo com aqueles que cometeram injustiças.
Ser tolerante é ser sensível às diferenças sem agredir ou sentir-se agredido. É perceber a pluralidade inerente às personalidades, estilos, idéias, prazeres e paixões de cada ser humano. É admitir que aquilo que eu não gosto também tem sua beleza, pois pôde conquistar outras pessoas.

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